Reeducação alimentar, Whole30 e corridas

Essa semana completam 30 dias que comecei a seguir um programa que eu, inicialmente, não achava que fosse realmente dar certo. Junto desse programa, várias coisinhas aconteceram no mês de agosto (e ainda estão acontecendo...) que foram uma maneira de mudar minha cabeça. Mas mudar no sentido de me fazer acreditar que eu consigo alcançar certas coisas, de que eu sou capaz de mudar meus hábitos e, além de tudo isso, me sentir bem comigo mesma.

Quem é mais próximo de mim sabe que esse ano foi... "punk"?! Outras palavras caberiam nesse parenteses mas vamos deixar essa mesma. E esse punk (ou qualquer outra palavra que você tenha inserido ali) é no pior sentido mesmo!

Pra quem ano passado estava super bem e teve uma mudança rápida em vários aspectos da vida pra melhor, o início de 2017 foi quase um Titanic afundando! E nesse meio tempo eu não era o Jack ou a Rose, tentando achar um jeito de sair do navio... Eu era os músicos que fingem que nada está acontecendo enquanto tudo afunda na água congelante.

Como toda pessoa "8/80", pra mim é sempre tudo ou nada. Odeio esperar, odeio o processo da coisa, se começo algo hoje quero ver o resultado amanhã. Se faço exercícios ou dietas, já quero ver diferença depois do primeiro prato de salada e dos primeiros 30min de esteira. Se faço um tratamento na minha pele toda maltratada, quero ver ela lisinha no dia seguinte. O resultado no dia seguinte não só parece frustante, ele É! E isso é óbvio quando não se tem esse tipo de mentalidade.

Por anos me alimentei super mal, comendo várias besteiras quase todo dia. Depois de um tempo comecei a fazer várias dietas, cada uma mais diferente da outra e que, no ano passado, deu MUITO resultado. Perdi quase 10kg em alguns meses e finalmente estava me sentindo ÓTIMA! Mas como toda dieta, uma hora ela acaba e você volta pra sua rotina...

No meio disso tudo, fazia mil exercícios. Passava quase metade do dia na academia: esteira, bicicleta, alongamento, localizada, abdominais, circuito, muay thai, jump, dança, mais esteira e por aí vai... Todo. Dia. Sem intervalos. E tudo a base de um ou dois ovos cozidos na maior parte das refeições. 

Todo mundo me perguntava como eu aguentava...

Eu não aguentava.

O que aconteceu depois? Veio aniversário, viagem, feriados de fim de ano, verão e época de "férias"... Tudo isso acabou sendo desculpa pra voltar a comer todas as besteiras de antes e relaxar sem os exercícios! Não deu outra: Tudo que eu tinha perdido, voltou! E voltou em um estalo só! Mas dessa vez eu já estava sem ânimo, sem expectativa de melhora e sem fôlego pra começar tudo de novo.

Pra voltar ao ritmo das dietas foi um sufoco! Desde março vinha conseguindo manter um certo ritmo na alimentação, mas era tanta privação no meio da semana que quando chegava sexta, sábado e domingo, descontava TUDO na comida. Sem dó, nem piedade.

Óbvio que outros fatores também entraram nesse meio aí, mas não acho que vá fazer diferença falar deles aqui, pelo menos nesse momento.

Eis que me deparei um dia em uma livraria com o esse livrinho daí:

O Whole 30 é basicamente um programa de reeducação alimentar (não, não é exaaaatamente uma DIETA) que dura 30 dias. Nesse tempo ele promete melhorar inúmeras coisas no seu organismo, te desintoxicando completamente e te livrando de compulsões alimentares e te ensinando como ter uma alimentação equilibrada e saudável. No final das contas você vai ter mais energia, mais saúde e uma alimentação nutritiva sem "grandes sofrimentos". 

Esses "parênteses" são óbvios nessa frase porque , né? Qualquer mudança, principalmente na alimentação (e principalmente pra MIM), pode ser mega difícil. O programa já te avisa logo de cara que você vai precisar cortar da sua vida diversos alimentos por 30 dias (grãos, leguminosas, lácteos, todo e qualquer tipo de açúcar, entre outras mil coisas) e que, depois desse tempo, você vai voltando a inserir alguns alimentos de cada vez e sem pressa, vendo o que realmente te faz mal.

No início eu não acreditei na proposta do livro, mas como não queria passar a vida comendo só ovo cozido, passando fome e me matando na academia todo santo dia, fui em frente!

Uma das coisas que me motivaram a começar o programa, além da vontade de emagrecer (sem ficar no efeito sanfona) e ser realmente mais saudável, foi a vontade de ter mais energia pra fazer as coisas, entre elas: correr!

Se teve uma coisa que aprendi durante todo aquele esforço na academia era do que eu gostava e do que eu odiava. Descobri, pra minha surpresa, que adoro correr. Achava mágico ver que conseguia ir mais rápido ou mais longe a cada dia! 

Assim que comecei o Whole 30 decidi que ia me dedicar só ao que eu gostava na academia, sem me esgotar e sem me matar sem necessidade. Pra quem passava todo dia pelo menos 4 horas se exercitando, mudar pra 1 a 2 horas só 3 vezes na semana foi uma libertação e tanto!

Junto disso me inscrevi em duas corridas, ambas nesse mês de agosto. A primeira foi a Color Run, uma corrida de 5km onde você sai todo colorido, no início do mês e, a segunda, uma corrida de 8km do filme Mulher Maravilha, que será amanhã!

Me senti a pessoa mais feliz do mundo por ter feito a primeira corrida num tempo que, pra mim, era uma meta: 5km em 30 minutos! Agora falta ver como vai ser a próxima... :)

Como eu disse lá em cima, essa semana terminei o programa! E os resultados foram sim acima da minha expectativa. Aliás pra quem não tinha nenhuma expectativa boa sobre o programa, qualquer resultado era mara! Mas foi ótimo de verdade! 

Uma das regras do programa é não se pesar durante os 30 dias. Cheguei depois desse tempo todo até com medo do que ia ver na balança, por mais que sentisse os resultados na pele sem precisar dos números... Pra minha felicidade, foram 4kg a menos na balança, e todas as roupas voltando a entrar no corpo!!!

O melhor de tudo é não sentir toda a compulsão por comida de antes e ter certeza de que não preciso me matar na academia pra alcançar minhas metas! E sim, tenho muito mais energia pra fazer tudo, inclusive correr!

Mais pra frente conto mais sobre como está sendo essa mudança toda. O link do livro em pdf, pra quem quiser saber mais do programa, está aqui!

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Sobre

Natasha Hora, 25 anos, formada em Design pela PUC-Rio e apaixonada por fotografia. Alérgica a tudo que tem leite e derivados, além de intolerante à lactose. Criei o blog pra compartilhar um pouco sobre viagens e lugares "alergy-friendly" pelo mundo.

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